Depressão pós-parto
- Li Ulhoa
- 15 de ago. de 2017
- 2 min de leitura
Mamães hoje vamos falar da noticia nacional, que deixou muitas mães sem compreender.

Com medo de violência durante o parto, mãe leva arma para a sala de parto na maternidade: http://emais.estadao.com.br/blogs/ser-mae/com-medo-de-violencia-no-parto-mae-leva-pistola-para-a-maternidade/
Isso não é novidade quando se trata de hormônios e o corpo feminino na gravidez.
Mas estou sempre alertando às gravidinhas que existe boas e ruins maternidades. Para tanto, conheçam antes a maternidade escolhida e mantenha sempre ao seu lado um acompanhante, seja nas consultas assim como parto e pos-parto.
Mas mamães o que muito não se fala nas consultas é a depressão pós-parto e o babyblues. Pode ou não vir a ocorrer, e se ocorrer a nova mamãezinha não conseguira notar com tal facilidade.
Tais acometimentos ocorrem devida as alterações hormonais abruptas após o nascimento do bebê, após a saída do bebê do corpo da mamãe.
O babyblues é conhecido mais como uma melancolia, ou seja, a mamãe se sente mais sensível, insegura e cobrada porque ela gostaria de estar bem (mas o seu humor não está), e se sente culpada por querer e não ter o momento de maternidade como os idealizado nas revistas, novelas, e até mesmo nas redes sociais. Ela surge logo após o parto e a noticia boa é que some uma semana depois.
Mas como diferenciar babyblues da depressão pós-parto?
A única diferença maior a ser notada é a intensidade dos sintomas. O babyblues é tratado como uma melancolia, pois apesar de senti-lo a mãezinha não deixa de fazer seus afazeres e cuidar do bebê. Já na depressão pós-parto, muitas vezes a mãe rejeita os primeiros cuidados ao bebe, é agressiva, chora, não consegue se concentrar, deixa de fazer o que mais gostava, podendo até a parar de se alimentar.
Há tratamento?
Sim, o acompanhamento psiquiátrico, terapias, acompanhamento em casa (afetivo), paciência com a mãezinha. Lembrando que tudo isto deve ser percebido o quanto antes, pois o longo prazo da depressão pós-parto surge grandes consequências como uma depressão maior ou problemas psicológicos.
Lembrando que a depressão pós-parto encontra-se na lei criminal, também chamado de Estado puerperal: artigo 123 Código Penal Brasileiro (Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos.)
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